Sem dúvida, o desemprego é o maior problema do momento na vida de milhões de brasileiros. Vivemos hoje sobressaltados com as notícias nos jornais, no rádio e na televisão, a toda hora nos lembrando que os tempos são difíceis. É a alta do dólar, a queda na bolsa de valores, a crise da Argentina, e o temor que ela chegue ao Brasil e a instabilidade da economia. Vivemos uma era de incertezas.
No caso de uma pessoa desempregada, por viver uma situação peculiar, é comum passar por períodos de tristeza e depressão. Esse processo de crise emocional pode ser suavizado se houver um grande apoio familiar, capaz de ajudar a pessoa a lidar com problemática tão grave.
Mesmo para quem consegue lidar bem com a situação, ela é muito depreciativa. A pessoa se sente pouco qualificada, perde a segurança profissional. E se for um chefe de família, sente-se envergonhado diante dos filhos, inseguro e até culpado pela própria situação. O desempregado sente-se um cidadão de segunda categoria; vivencia momentos de angústia e pode começar a abusar do fumo, do álcool ou de outras drogas. Aí as coisas pioram. Pode ficar agressivo, intolerante, irritadiço. E, o que é pior, pode começar a enfrentar uma série de problemas de saúde, digestivos, crises de hipertensão arterial, insônia e outros fatores que levam a doenças psicossomáticas, que são aquelas de fundo emocional que refletem no mau funcionamento do organismo.
Por todos esses motivos, é necessária a mobilização da família e dos amigos, que devem dar um apoio constante, demonstrando afeto, ajudando e dando força para a pessoa desempregada distribuir seu currículo, fazer cursos e tentar se qualificar melhor.
O desempregado precisa dessa ajuda para reconquistar a autoconfiança e estima e não se isolar socialmente. Evidentemente que nada disso é fácil para quem vive a situação, por que o impacto na área física e emocional é intenso.
A vida sexual normalmente entra em baixa. Ele sente pouco desejo, e, às vezes, insiste em ter relação sexual para se testar, mas o insucesso é inevitável. Para o companheiro ou companheira é importante não exigir muito nessa fase, é necessário que continuem mantendo um contato físico ou carícias mesmo que sejam superficiais.
É importante que a pessoa procure ajuda médica ou psicológica, onde possa fazer exames para identificar melhor as causas físicas ou psíquicas. Só assim conquistará a força e a energia suficientes para enfrentar esse período de crise, que pode durar um mês, seis meses ou um ano.
É fundamental reforçar seus vínculos afetivos, suas amizades, para conseguir fugir da depressão, da insegurança e dos excessos de bebida, cigarro ou comida, preservando ao máximo a sua saúde. Não adianta nessa fase exigir grandes façanhas na área sexual. Caso apresente problemas de impotência, os tratamentos atuais são mais eficazes desde o surgimento do Viagra e outros que estão chegando.
O bom relacionamento familiar e uma vida amorosa gratificante poderá se constituir num fator de sustentação psicológica para superar essa fase tão difícil.
MOACIR COSTA é médico psicoterapeuta em São Paulo e autor do livro ''Sexo: o dilema do homem''
Serviço: caso tenha dúvidas sobre ''sexo'', ligue para 0800-770-6543 (gratuitamente), de 2 à 6, das 10 às 18h. O atendimento é realizado por médico ou psicólogo. Querendo saber mais entre no site: www.projetoamarbem.com.br

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