Desemprego e o Dia do Trabalho
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quinta-feira, 02 de maio de 2019
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O Dia do Trabalho foi marcado, no Brasil e no mundo, pelos preocupantes índices de desemprego. Nesta quarta-feira (1°), ao final da Audiência Geral na Praça São Pedro, diante de milhares de fiéis, o papa Francisco definiu o desemprego como uma tragédia mundial e pediu a intercessão de São José por aqueles que perderam o trabalho ou não conseguem encontrá-lo.
No Brasil, o número de pessoas que estão fora do mercado de trabalho subiu para 12,7% no trimestre encerrado em março, o que em números absolutos representa 13,4 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É a maior taxa desde o trimestre terminado em maio, o que demonstra a perda de dinamismo e uma recuperação mais lenta da economia neste início de ano.
Os dados do IBGE revelam a entrada de 1,2 milhão de pessoas na população desocupada na comparação com o trimestre encerrado em dezembro. Traduzindo para a realidade regional, é como se, no País, toda a Região Metropolitana de Londrina tivesse perdido o emprego entre janeiro e março. Cenário que contribui para o empobrecimento do País por meio do enfraquecimento da economia, além do aumento da desigualdade social.
O panorama é ainda mais trágico quando se soma à parcela de desempregados os subocupados, aqueles com menos de 40 horas semanais trabalhadas, e os desalentados, que desistiram de procurar emprego. Esta população reúne o número recorde de 28,3 milhões de brasileiros, alta de 5,6% (1,5 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior.
Um termômetro de que muita gente ainda está sem poder de compra é o balanço da ExpoLondrina, divulgado pela Sociedade Rural do Paraná nesta terça-feira (30). Após vários anos de crescimento na movimentação financeira, a feira perdeu 10% do volume de negócios ante a edição anterior. E a própria exposição expôs em uma grande fila de desempregados a realidade econômica nacional: milhares de pessoas disputando vagas de empregos temporários ou informais.
Os dados estatísticos e as cenas do cotidiano alertam para a necessidade urgente de se reverter este quadro caótico com medidas objetivas. Em meio a dificuldades com a reforma da Previdência, o governo federal anunciou que não deve ficar esperando a “importantíssima” aprovação e que a equipe econômica trabalha na elaboração de medidas microeconômicas para acelerar novamente a economia, principalmente na área de crédito. O resultado dessas ações será primordial para definir o futuro deste governo e, por conseguinte, o do País.


