Desemprego e eleições
A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff caiu sete pontos (43% para 36%) em relação a dezembro, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na última quinta-feira. No mesmo período, o porcentual de entrevistados que consideram o governo regular registrou oscilação dentro da margem de erro de 35% para 36% e os que avaliam o governo como ruim ou péssimo subiu de 20% para 27%.
O Palácio do Planalto se mexeu no mesmo dia da divulgação da pesquisa, convocando uma reunião de última hora para analisar o cenário. Há algumas coisas preocupando o governo. Uma delas é a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a compra da refinaria de Pasadena - vale lembrar que a pesquisa de popularidade foi feita antes do escândalo de que a presidente concordou com a compra bilionária da empresa norte-americana.
A outra pedra que ameaça se instalar no sapato da presidente Dilma Rousseff é o aumento gradativo dos índices de desemprego. A taxa apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5,1% em fevereiro. A pesquisa foi realizada nas seis principais regiões metropolitanas e, em janeiro, o índice foi de 4,8%.
A média móvel dos últimos três meses dos estoques de empregados do setor privado caiu 0,3% na comparação com igual período um ano atrás. O comércio foi o principal responsável pelo corte de postos de trabalho, que extinguiu 111 mil vagas no mês passado - provavelmente demissões de trabalhadores voluntários contratados para trabalhar nas lojas, no final de 2013.
Janeiro é um mês de vendas fracas no varejo, o problema é que fevereiro foi pior. Uma pesquisa da Associação Comercial do Paraná (ACP) indicou queda de 1% nas vendas em comparação a janeiro. A retração no varejo acaba influenciando nos índices de desemprego e analistas econômicos acreditam que se o índice começar a subir para além de 5%, o PT terá que abandonar a bandeira do pleno emprego como marketing para a reeleição.





