Depois de 17 dias de competição nas Olimpíadas, realizadas em Londres (Inglaterra), a delegação brasileira voltou para casa com 17 medalhas na bagagem (3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze) e um 22º lugar geral. Foi a melhor campanha se considerarmos o total de medalhas, mas na conquista do ouro, o resultado foi pior do que o alcançado em Atenas-2004 (5 ouros) e igual ao de Pequim-2008. Em meio a alegrias e comemorações, o período também foi marcado por críticas de atletas por falta de incentivos e investimentos no esporte.
O governo federal repassou cerca de R$ 331 milhões nos últimos quatro anos ao Comitê Olímpico Brasileiro e às federações para investimento na preparação de atletas. O valor é bem superior ao ciclo de 2008, quando o total repassado foi de R$ 230 milhões. Apesar do aumento, o número de atletas em finais caiu de 41 para 35.
A política esportiva também foi alvo de críticas do velejador e medalhista olímpico Lars Grael. Em entrevista à FOLHA, ele disse que falta uma política nacional integrada entre esporte e educação para que o País tenha mais destaque nas Olimpíadas. Ele ainda argumenta que as aulas de Educação Física nas escolas deveriam ser direcionadas ao desenvolvimento de atletas e não apenas para cumprimento de calendário. O ponto de vista faz sentido até porque muitos talentos podem ser descobertos - e lapidados - ainda na infância, nas escolas e parques.
Também é importante refletir sobre o direcionamento dos recursos. O que foi visto durante todo o período foram atletas já com alguma tarimba, mas que demonstraram desempenho pífio. Para não citar nomes, é preferível exemplificar algumas modalidades que decepcionaram, caso da ginástica artística feminina, atletismo, natação, vela, hipismo, taekwondo, futebol e basquete feminino.
Por isso, além de recursos para a preparação de atletas é importante programas que invistam na formação de novos profissionais e em novas modalidades. Desta forma haverá ''reposição de atletas'' e com mais chances de conquistar medalhas.

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