Dados divulgados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social) chamam atenção para o desempenho econômico do Paraná nos primeiros cinco meses de 2025. O avanço de 6,9% foi o maior no período entre os Estados brasileiros e superou com folga a média nacional de 3,4%. O comparativo é com o mesmo período do ano anterior.

Depois do Paraná aparecem no ranking Santa Catarina (6,1%), Goiás (6%) e Pará (5,6%). Os piores estados nesse indicador são Rio Grande do Sul (0,6%) e Pernambuco (-0,9%). O Banco Central pesquisa 13 Unidades da Federação todos os meses. O Índice de Atividade Econômica Regional é uma das ferramentas utilizadas para medir o ritmo da economia e antecipa tendências do PIB (Produto Interno Bruto).

Esse crescimento expressivo é fruto de um desempenho entre os setores da indústria, comércio, turismo e agropecuária. A indústria paranaense, com alta de 5,7%, se destaca nacionalmente, perdendo apenas para o Pará. O comércio varejista, por sua vez, triplicou a média nacional, refletindo um mercado interno aquecido e uma recuperação sustentada da confiança do consumidor. Turismo e agronegócio também avançaram com força.

O mercado de trabalho contribuiu para esse resultado e o Paraná foi o terceiro estado que mais gerou empregos no Brasil entre janeiro e maio de 2025, com 84.882 novos postos formais. O crescimento foi registrado em 81,7% as cidades do Estado.

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o crescimento da atividade econômica do Paraná mostra o dinamismo e resiliência de todos os setores: “Tivemos um bom primeiro semestre e os indicadores deixam isso bem claro. O Paraná tem a quarta maior economia do Brasil e continua em processo de expansão”.

Nesse momento de crescimento nos índices econômicos, importante manter o ambiente de negócios estável, o diálogo com o setor produtivo e o fortalecimento da educação técnica e tecnológica. São fatores que ajudam a consolidar esse círculo sustentável de expansão, principalmente levando em consideração o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e inclusão social.

Lembrando ainda a importância de manter investimentos em inovação, infraestrutura, qualificação profissional e sustentabilidade.

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