Desempenho do agronegócio
Um dos propulsores da economia nacional, o agronegócio deve ter um bom ano. Segundo última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 181,3 milhões de toneladas, volume 12% maior do que o ciclo anterior. A área total de colheita é estimada em 52,7 milhões de hectares, acréscimo de 7,9% sobre o total registrado no ano passado. Além do aumento da área plantada, o desempenho é atribuído ao clima favorável e ao bom volume de chuva.
Frequentemente são as exportações do agronegócio que seguram o resultado da balança comercial brasileira. No ano passado, por exemplo, o volume negociado somou US$ 95,8 bilhões, um aumento de 1% sobre o ano anterior.
Importante lembrar que em 2012 as vendas foram prejudicadas pela redução das cotações dos principais produtos exportados fator atribuído à crise econômica mundial. Em média os preços caíram 7,1%, enquanto o total negociado aumentou 8,6%. Os setores que tiveram maior aumento percentual no volume comercializado foram o complexo soja; fumo e seus produtos; cereais; fibras e produtos têxteis; e animais vivos. Perdas na safra norte-americana contribuíram para o desempenho positivo, que teve a China como principal destino.
Vale comentar que agricultura e pecuária são atividades de alto risco, sujeitas a intempéries climáticas e à alta volatilidade do mercado. Além disso, o agronegócio tem que superar anualmente a infraestrutura deficitária, como o mau estado de conservação de rodovias, alto custo do frete e portos defasados.
Os agropecuaristas têm feito a sua parte e partido para a profissionalização, mas têm que conviver diariamente com problemas estruturais. Por isso, a atividade tem que ser incentivada por meio de políticas públicas, como a manutenção dos preços mínimos e seguro rural, por exemplo.





