É um verdadeiro crime o que os governantes têm feito com o Ministério da Educação, justamente um dos setores mais sensíveis e de extrema necessidade para a redenção desenvolvimentista do país. Desde 2003 a nossa Educação vem sofrendo com gestões medíocres e sofríveis. A contar da saída do competente Paulo Renato de Souza do MEC, nosso sistema educacional vai de mal a pior. Experimentamos 13 anos de aparelhamento ideológico do lulopetismo, com seus programas obsoletos e a construção de paradigmas nefastos, os quais levarão muito tempo para serem demolidos. Quando alimentávamos esperanças de mudanças significativas de correção de rumo e da conquista de um padrão educacional de melhor qualidade, que nos fizessem ombrear com os países mais desenvolvidos, deparamos nesses 16 meses do atual governo, com o desastre de pobreza de gestão e infortúnios decisórios no MEC. Nas trapalhadas de Vélez Rodríguez e nas bravatas de Weintraub descemos ainda mais na ladeira da decadência educacional, rumo ao abismo do obscurantismo doutrinário que envolve o Brasil. Estamos nos transformando no paraíso do analfabetismo funcional. Triste sina de um país que tem urgência em preparar intelectualmente seus cidadãos com sabedoria em todos os níveis de conhecimento no mundo complexo e competitivo de hoje. Como já tivemos Ney Braga, Esther de Figueiredo Ferraz e o próprio Paulo Renato, entre outros notáveis gerindo o MEC, não podemos ter um servil em permanente interinidade, no comando de um dos principais ministérios governamentais.

Ludinei Picelli (administrador de empresas) Londrina

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