Descartes vergonhosos
Cartas dos leitores publicadas em 29 de novembro de 2025
Descartes vergonhosos
O ilustre urbanista e ex-prefeito da cidade de São Paulo Prestes Maia foi contratado pela prefeitura de Londrina para fazer o planejamento urbano da cidade marcando o pioneirismo da cidade e através da lei 133/1951 criou os fundos de vale, importantes áreas de amortecimento das bacias pluviais, evitando que a cidade viesse a sofrer inundações como ocorrem em São Paulo. O que ele não pode fazer pela capital paulista fez por Londrina, portanto cabe todo esforço para preservar de maneira permanente as larguras dos fundos de vale, que é o nosso bem mais valioso.
Além de emprestar beleza para a cidade, os fundos de vale cumprem importante papel de regular as temperaturas e a preservação do meio ambiente.
Hoje fico enojado com a falta de educação de parte da população que faz descartes em inúmeros pontos da cidade despejando imundices que recolhem de suas casas para emporcalhar estes lugares sagrados.
Em engenharia nada se resolve somente com palavras e boas intenções, por isso é importante publicidade para que a população participe desse processo e se sinta inserida neste contexto, por isso fica a sugestão ao Prefeito Tiago Amaral para fazer campanhas publicizando o belo e incansável trabalho do ambientalista João da Águas (in memoriam), que deixou um legado extraordinário para o futuro de Londrina escrevendo uma cartilha “O Rio de minha rua”, assim quando o munícipe jogar qualquer lixo na rua ele vai saber que este lixo vai para as bocas de lobo, sendo transportados pelas galerias pluviais e vai assorear rios e lagos vindo a ferir de morte o meio ambiente.
O que acontece hoje com estes agravantes da natureza é justamente decorrente da falta de cuidados com a natureza que não tolera desaforos. São inúmeros os locais da cidade que sofrem com os desaforos de pessoas desqualificadas que emporcalham nossa maravilhosa cidade, trazendo prejuízos de maior monta.
Basta, chega de crimes ambientais diários, Prefeito tolerância zero com estes malfeitores. Nossa juventude merece bons exemplos para viver em sociedade.
Virgílio Moreira (Londrina)
Os 30 e tantos anos, chegaram com reflexão, consciência e olhar para uma nova direção
A sociedade em que vivemos está doente. Nos alimentamos da dor alheia, projetando nossos medos e incertezas nos outros. Criamos uma realidade insensível onde o ego predomina e a empatia desaparece. Desde cedo, somos condicionados a competir e vencer a qualquer preço, mesmo que isso signifique prejudicar os outros. Habitamos um mundo onde a crueldade é aceita como normal, enquanto a gentileza é considerada fraqueza. Crescemos em um ambiente marcado pela desigualdade social, onde a violência se torna comum. Perdemos a habilidade de nos colocar no lugar do próximo, de entender suas dores e aflições. Formamos uma cultura centrada no individualismo, onde cada um se preocupa apenas consigo mesmo, desconsiderando o sofrimento do outro.
Nossos líderes políticos nos ensinam a desconfiar do diferente, a temê-lo e até a nutri-lo com ódio. Enquanto essa mentalidade persistir, estaremos condenados a viver em um contexto de violência e disparidade. É urgente recuperar a compaixão, a solidariedade e a empatia. Devemos nos unir para edificar um mundo onde o amor e a tolerância sejam as bases da sociedade.
Chegou o momento de alterar nossa maneira de pensar e agir. É tempo de nos tornarmos mais humanos, mais atentos às dores e necessidades do próximo. Juntos, devemos trabalhar para criar um mundo mais justo e igualitário.
Dhiogo Caetano (Londrina)
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