Nos últimos anos, a natureza mostrou à humanidade toda a sua fúria. Tsunamis na Ásia, terremotos na AmÚrica do Norte, fortes ondas de calor na Austrália e invernos extremamentes rigorosos na Europa. Se aqui no Brasil, por enquanto, não há ocorrência de fenômenos como esses citados, há o registro de chuvas fortíssimas, que acarretam em deslizamentos em morros, principalmente na região da Serra do Mar. O resultado tambÚm já Ú velho conhecido da populaÔão: mortes, feridos e muitos prejuízos.
Se a ocorrência desses deslizamentos têm se tornado mais frequente, como nas cidades da região serrana do Estado do Rio de Janeiro, por que assistimos a tudo impassivelmente todos os anos? AlÚm de não contar com um sistema eficiente de alerta de desastres, há pouco empenho do poder público em investir na prevenÔão, a fim de diminuir a quantidade de famílias afetadas e dos prejuízos registrados. AlÚm disso, falta educaÔão por parte da populaÔão que, embora conheÔa bem os riscos de ocupar morros, encostas e margens de rios insiste - e resiste - na ocupaÔão desses espaÔos. Não seria o caso de um trabalho sistemático a fim de desocupar esses locais e de melhor planejar a ocupaÔão do solo?
Como afirmou o pesquisador Jean Ometto, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, ontem em entrevista à FOLHA, há um aumento da ocorrência de desastres naturais extremos. O que os cientistas já descobriram Ú que houve uma alteraÔão profunda nas mudanÔas ambientais e que as mudanÔas climáticas advêm delas. Se ainda não foi comprovado o peso das aÔÊes humanas em todas essas mudanÔas, já Ú possível afirmar que o homem exerce alguma influência no meio.
É praticamente impossível imaginar que o impacto humano sobre o planeta seja neutralizado. No entanto, deve-se pensar em formas de minimizar essa aÔão. Projetos de educaÔão ambiental, ocupaÔão ordenada do solo, reduÔão da poluiÔão da natureza são atitudes urgentes e que não podem mais ser postergadas.

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