Se existem formas de minimizar os impactos dos desastres naturais por que isso não é feito? Nos últimos anos, a ocorrência de chuvas fortes no verão parece ter se intensificado. O saldo, infelizmente, é trágico: mortos, feridos e muitos prejuízos. As ocorrências – e os seus resultados – são frequentes, mas a sensação que permanece entre a população é a de que pouco ou quase nada é feito. Além do custo alto para se investir em tecnologias, há uma certa "falta de preocupação" dos gestores públicos, na avaliação da coordenadora do Centro de Apoio Científico em Desastres da Universidade Federal do Paraná, geóloga Juciara Carvalho Leite.
Essa "falta de preocupação" pode ser traduzida pelos poucos recursos investidos. A gestão pública, primeiramente, tem que atuar na prevenção dos desastres; em seguida, tem que trabalhar para reconstruir as cidades rapidamente e no atendimento às vítimas. Se a ocorrência é frequente, é necessário a elaboração de um plano de contingência, projeto ainda inexistente na maioria dos municípios.
Outro ponto de fundamental importância é investir na educação da população. Parece haver pouco empenho do poder público em atuar na prevenção, a fim de diminuir a quantidade de famílias afetadas e os prejuízos registrados. A população conhece os riscos de ocupar morros, encostas e margens de rios mas, mesmo assim, insiste – e resiste – na ocupação dessas espaços. É necessário a realização de um trabalho sistemático a fim de desocupar esses locais.
As mudanças climáticas e a maior ocorrência de desastres naturais registrados mundo afora são influenciados diretamente pela ação do homem sobre o planeta. Todos devem estar conscientes desses impactos. Atitudes simples, como não jogar lixo nas ruas, evitar o desperdício de recursos naturais e de alimentos podem fazer grande diferença. É um "trabalho de formiguinha", mas que deve ser contínuo para que os resultados sejam efetivos.

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