Aproxima-se a data, sobre a qual, impõe-se obrigatoriedade à população brasileira: ir às urnas para referender ou não ações pretendidas por cidadãos acerca da comercialização de armas de fogo - desarmamento.
Até aqui nada é novidade, a vontade das pessoas deve e será respeitada, é o que supomos.
Trata-se de um ato sobre o qual resultará em medidas, as quais refletirão no futuro. Muitos eleitores imaginam que a nova lei pretendida irá restringir a violência criminal e proporcionará a paz entre os humanos. Porém, são desconhecidas as consequências que o referendo do modo como está redigido trará à população. Certamente, a paz almejada pelos mesmos eleitores, não ocorrerá caso não haja critérios transparentes sobre os atos legais advindos da mesma.
Em primeiro lugar há que se ter em mente que a violência advinda de armamentos ocorre em virtude de interesses de alguns, geralmente aliado à ignorância cultural/social/econômica e pessoal.
E, em segundo lugar, se pretendemos que a paz reine sobre as pessoas devemos lutar pelo direito humano de vida digna. Para que algum dia isso ocorra, não devemos e nem podemos ser imediatistas, devemos ponderar acerca das causas, dentre estas, a que está em questão - desarmanento. Fiscalizar intensivamente/permanentemente as fronteiras, portos e aeroportos do país no sentido de frear o contrabando de armas é a solução.
Critérios para a comercialização de armas, estes já existem, porém deixam de ser respeitados. Refiro-me ao registro de documentação legal. O que deve ser reestruturado é o registro de dados dos proprietários armamentistas, quer seja: o comerciante e o comprador.
Entretanto, as ações que visam a paz somente trarão efeito benéfico, advindas da educação familiar e escolar. Este é o núcleo da célula inicial e final da violência.
Concluindo, devemos nos lembrar que a paz não é imposta, ela flui do próprio ser, desde que propriciada pela família e educadores.
LUIZA APARECIDA DA SILVA é graduada em Filosofia e professora da Rede Pública Municipal em Londrina

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