Desapropriados irão à justiça contra Itaipu
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
31 de dezembro de 1978
Inconformados com os atuais preços pagos por Itaipu pelas terras que deverão ser alagadas para dar lugar ao reservatório da hidrelétrica (100 mil hectares), centenas de colonos de Marechal Cândido Rondon contrataram os serviços do professor de Direito da Faculdade de Direito de São Paulo, Antonio Carlos Vilela Braga, com a finalidade de adotarem medidas judiciais contra a empresa e a obrigarem a pagar justo preço pela indenização dos imóveis. A partir de terça-feira, no escritório do advogado Nelson Palma, o agora procurador geral no Estado de São Paulo, Antonio Carlos Vilela Braga, passará a dar audiências e a estudar o caso. A decisão de contratar um professor de Direito surgiu depois que os agricultores compareceram a diversas reuniões promovidas pelo Conselho Técnico e Judiciário da Itaipu, que expôs detalhes dos contratos de compra e venda que estão sendo firmados, nem sempre entendidos. Uma comissão de agricultores de Marechal Cândido Rondon, liderada pelo lavrador Ary Ruben Konrath, havia convocado uma assembleia geral, no dia 27 de janeiro, quando deveriam estudar uma tomada de posição contra a Itaipu. Tal reunião, que deveria se realizar no distrito de Pato Bragado, foi, entretanto, cancelada. Os agricultores temiam que os resultados da reunião extrapolassem os objetivos principais, ou seja, o pagamento dos preços justos pelas erras, tendo em vista o grande descontentamento existente na área e um clima de quase revolta.



