As grandes cidades brasileiras têm como desafio a busca pela mobilidade urbana e talvez o maior problema seja o privilégio concedido por décadas e décadas aos transportes individuais. Entende-se por mobilidade urbana justamente as condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. É uma expressão muitas vezes usada para falar de trânsito de veículos e também de pedestres, por meio de transportes coletivos (ônibus, trem, metrô) ou individual (carros, motos, bicicletas). Como a Folha de Londrina mostrou em reportagem na edição de ontem, todos os municípios brasileiros com mais de 20 mil habitantes precisam apresentar um Plano Municipal de Mobilidade Urbana com soluções para facilitar o deslocamento das pessoas nas cidades. O prazo para apresentar esse estudo venceu em abril do ano passado e como a maioria dos municípios não conseguiu terminar o trabalho, o Senado agora discute a possibilidade de ampliar a data final para 2018. Quem não o fizer perde o direito de receber verbas da união para investimento em infraestrutura e outras iniciativas que promovam a mobilidade. Londrina está entre os municípios que ainda não concluíram o plano. Mas, em entrevista à FOLHA, a presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul) do município, Ignes Dequech Alvares, antecipou que a prioridade da mobilidade será para pedestres, seguido por ciclistas, transporte coletivo e, por fim, veículos individuais como carros e motos. Pensar em transporte coletivo de qualidade e que funcione bem, com conforto e deslocamento rápido deve ser realmente a prioridade. Assim como pensar em ciclovias e calçadas seguras e iluminadas para quem deseja ir ou voltar do trabalho e da escola caminhando. Melhorar a mobilidade urbana é um dos principais problemas para o próximo prefeito de Londrina e pensando nos desafios que ele ou ela vai enfrentar, a FOLHA inicia hoje uma série que aponta o cenário da cidade nas áreas de educação, saúde, economia, cultura e esporte. A primeira reportagem é sobre educação, tema que também tem impacto na mobilidade urbana, pois o trânsito eficiente depende também de motoristas, pedestres e ciclistas se respeitando.

mockup