Desafio agora é acomodar partidos aliados no governo
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domingo, 27 de outubro de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
Eleito governador, Roberto Requião (PMDB) terá pela frente a tarefa de acomodar, como deseja em seu governo, a mesma base política que sustentou a sua campanha durante o segundo turno, principalmente o PT, PPS e PL. O PT, como avaliam lideranças do próprio PMDB, deverá ser um dos grandes privilegiados, primeiro pela participação decisiva na eleição de Requião e segundo por consolidar uma aproximação política com o futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Hoje mesmo os caciques do PT se reunirão em Curitiba para avaliar os resultados das eleições e começar a discutir de que forma se dará a participação no futuro governo. Ontem à noite, enquanto brindava com Requião e aliados em Curitiba, o deputado federal e um dos coordenadores da campanha peemedebista no segundo turno, Padre Roque Zimmermann (PT), declarou que o partido ''está aberto para negociar''.
A próxima etapa consistirá em dar continuidade à elaboração das ações do novo governo e isso consistirá, avalia Padre Roque, na análise do orçamento. ''Temos que ver o que está previsto (no orçamento), ver o que será possível fazer e pautar prioridades, principalmente aquelas com possibilidades de retorno rápido.''
Padre Roque cita entre as prioridades emergenciais a agricultura familiar, além do combate à pobreza. O presidente do PT no Paraná e eleito deputado federal, André Vargas, garante a participação do partido e seus nove parlamentares na base de sustentação do futuro governo na Assembléia Legislativa.
Vargas entende que o peso do PT parananense aumenta com a eleição de Lula e que o partido tem o desafio de estabelecer junto com a União formas de viabilizar o projeto de desenvolvimento regional pregado por Requião. ''Temos que retomar as políticas públicas voltadas para os municípios'', adianta o presidente do PT.
O presidente do PMDB de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, diz estar certo de que Requião chamará os partidos que aderiram à sua candidatura para compor o futuro governo. Ele descarta a imposição do PMDB na equipe de governo, mas ressalta que a participação regional também prevalecerá. ''Tanto Londrina quanto o Norte do Estado carecem de uma representatividade e temos lideranças não só no PT, como PPS e, naturalmente, o PMDB.''
O coordenador da campanha de Requião em Londrina, Oscar Alberto Bordin, acredita que a composição do futuro governo não se dará apenas por razões partidárias, mas também regionais. Ele cita como uma das prioridades a agilização na liberação dos recursos do Programa Paraná Urbano. ''Requião assumirá em meio a uma grande expectativa da população do interior.''


