Desacertos da CMTU com o trânsito
Tem toda razão a cidadã que, em carta publicada ontem neste Jornal, diz que às vezes é preciso cruzar no sinal vermelho para dar passagem a uma ambulância. Mas, se nesse lugar estiver um guarda ou um pardal eletrônico, a multa será implacável. Naturalmente que, para tomar essa atitude, o motorista deverá estar seguro de que não provocará um acidente de maior gravidade que a urgência da unidade de socorro mencionada, ou eventualmente um carro de bombeiros em missão de socorro ou uma viatura policial no encalço de um delinquente. No caso de Londrina, os pardais são armadilhas perigosas, não só para o bolso dos infratores irresponsáveis e estes devem ser punidos mas pelo risco que oferecem de colisões pela traseira, em caso de freadas bruscas. Porque há pardais instalados em local de semáforo de três tempos, que salta do verde/amarelo/vermelho com rapidez e é capaz de disparar a lâmpada flagradora, por isso muitos se detêm bruscamente. É imprevidência colocar um mecanismo desses em ponto de sinaleiro convencional a antiga geringonça ainda em uso. Há muita coisa por fazer no que diz respeito à sinalização do trânsito em Londrina, mas não se sabe de quem cobrar: se do prefeito diretamente, se do presidente da CMTU, se dos técnicos do setor ou do gerente de tráfego este o mais mencionado, porque é o que mais fala pelo setor e é o mais lembrado por algumas extravagâncias que comete (como o estrupício debaixo do viaduto próximo do shopping, e das faixas desencontradas que existem ali), e por coisas simples e necessárias que deixa de implantar. Parece que há caciques demais vinculados ao comando do sistema, por isso a Londrina de 200 mil veículos é mal servida de estrutura para vazão harmônica de tanto carro. Pela falta de sincronia entre os semáforos, a não ser em algumas ruas e em curtíssimos trechos, e também pelo demorado tempo do vermelho em ruas de escoamento, ocorrem filas de veículos gastando combustível inutilmente, diante do sinal fechado quando pela rua transversal cruza pequeno número de veículos. A prioridade, naturalmente, deve ser para o grande fluxo. A CMTU ignora isso, pela amostragem instalada. Basta percorrer avenidas como a JK, a Higienópolis, a Maringá, onde há trechos de sincronização ao contrário. Ou seja, o motorista só vai encontrando sinais fechados à medida que os vai alcançando. Com toda certeza a CMTU não tem uma estatística de quanto de combustível (caríssimo) é jogado fora por dia, em função do excesso inútil do tempo de parada diante da maioria dos sinaleiros das ruas de escoamento. Enumerar o que deve ser feito para melhoria do sistema viário, de forma a beneficiar motoristas e pedestres, resultaria numa longa listagem de ítens, porém a maior parte de execução simples e de pouco gasto. Passados cinco anos, é hora de o próprio prefeito assumir a direção e dar um novo rumo a esse estado de coisas, já que seus serviçais não são bons condutores do sistema e têm cometido infrações demais.





