Curitiba Além dos votos dos eleitores, Alvaro e Requião terão que disputar agora o apoio dos outros quatro candidatos ao governo do Estado. Beto Richa (PSDB), Roque Zimmermann (PT), Rubens Bueno (PPS) e Giovani Gionédis (PSC) ainda não definiram quem vão apoiar no segundo turno. Eles informaram que durante a semana devem se reunir com suas bases para, junto com os demais integrantes das siglas, chegar a um consenso.
Padre Roque disse que seu desempenho ficou abaixo do esperado. Por outro lado, considerou que não estava tão longe assim dos dois primeiros colocados, quando o TRE divulgava a parcial com 30% dos votos apurados. Ele acredita que as dificuldades que teve dentro do próprio partido e a falta de dinheiro foram as principais barreiras que impediram um desempenho melhor.
Bueno chegou ao final do processo considerando-se vitorioso. Segundo ele, o pouco tempo que teve na mídia eletrônica foi o principal motivo que limitou seu desempenho. Depois do debate, realizado na quarta-feira, ele cresceu nas pesquisas. ''Isso provou que havia uma demanda reprimida de informações'', considerou, avisando que nas próximas eleições dará continuidade ao seu projeto político.
Gionédis salientou que foi o candidato de um partido nanico, que não tinha estrutura no Estado e que era um secretário de bastidor. ''Ainda assim tive uma boa votação e podemos eleger até dois deputados estaduais'', considerou. Na sua visão, a candidatura serviu para fortalecer o PSC no Paraná.
Inconformado com a derrota, Beto não quis dar entrevista. A reportagem da Folha o procurou em vários locais e deixou recado com dois assessores, mas o candidato do PSDB não retornou as ligações. Pela manhã, quando foi votar, ele descartava a hipótese de não participar do segundo turno. ''Acredito no resultado da eleição e não em pesquisas'', dizia Beto. (Colaborou Kátia Michelle)

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