Deputados em segunda época
O levantamento desta FOLHA com as universidades Federal do Paraná e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná no acompanhamento da assiduidade dos nossos parlamentares estaduais mostrou que 31 deputados estiveram ausentes 30 vezes ou mais durante o período de votação das matérias da Ordem do Dia.
Houve parlamentares como Fábio Camargo com 90 faltas durante as votações dos projetos e 84 faltas na sessão, ou seja, dois terços do total. O mais assíduo de todos foi o petebista Jocelito Canto que, constrangido pelos efeitos da Lei da Ficha Limpa, não disputou a reeleição, mas aparece como aquele que durante quatro anos não faltou a uma só sessão. Depois dele aparece justamente o deputado Antonio Belinati, do PP, com uma só falta.
A assiduidade soa como inútil porque embora haja publicação desse acompanhamento nem o público parece muito ''ligado'' e não consta que exista qualquer sanção interna para os ''gazeteiros''. Da Mesa Executiva não se pode esperar qualquer medida mais séria quando permitia que o ex-diretor-geral Michel Abib, o Bibinho, fizesse lá o que bem entendia como se conclui das denúncias levantadas sobre os desvios de recursos em cima de fantasmas ou cripto-barnabés.
Uma das melhores performances do Legislativo estadual é na área de comunicação com a TV Sinal. Percebeu-se, no entanto, que nem o fato de as sessões serem objeto de cobertura estimulou a presença dos deputados, embora de início todos se mostrassem entusiasmados, inclusive dando bem mais atenção ao guarda-roupa, transformando as primeiras audiências numa passarela de moda e também de modos pela discurseira consequente.
Se critérios da vida escolar prevalecessem para o item assiduidade, boa parte dos nossos deputados estaria em segunda época e ironicamente os que mais compareceram sequer se reelegeram ou nem se habilitaram.





