Depois do mato, a vez dos buracos
O londrinense passou quase um ano se queixando do mato que tomou conta da cidade. A administração municipal alegou que, no primeiro momento, a preocupação era colocar a casa em ordem, acertando as finanças do município para somente depois iniciar os trabalhos para manutenção.
O mato foi podado, mas aí um outro problema surgiu: os buracos no asfalto. A demora para recuperar a malha asfáltica acabou agravando a situação das ruas de Londrina. Em todos os lugares há buracos, alguns já viraram crateras que ameaçam engolir quem ouse passar pelo local.
Ontem a reportagem da Folha flagrou situações de perigo. Motoristas que tentaram desviar dos buracos tiveram os pneus danificados. Também foram presenciadas derrapagens de veículos em manobras para evitar solavancos.
A demora do Poder Público em tomar decisões, que poderiam evitar problemas à população, é responsável pelo quadro que se enfrenta hoje. E motivos para queixas não faltam. As ruas da cidade, como definiu um taxista, estão em petição de miséria. Todos concordam que a situação está insustentável.
O que se pode esperar é que situações como essas sirvam de lição à administração pública, que precisa antecipar medidas e ser mais ágil na busca de soluções. Isso se não quiser ser alvo de críticas e motivo de reclamações.
Luka Morais





