A cerimônia em que o governador Beto Richa (PSDB) sancionou a lei criando a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), na última segunda-feira, mostrou que após a turbulência da semana passada, a paz voltou nas relações entre o setor agrícola e o Palácio das Araucárias. Os momentos tensos da semana anterior, quando a Assembleia Legislativa recebeu o projeto do Executivo estabelecendo taxas a serem pagas pelos agropecuaristas para financiar o novo órgão, não se repetiram na solenidade. O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguetti, e o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslowski, assistiram à cerimônia e manifestaram apoio à Adapar.
As taxas que serão pagas pelos agropecuaristas vão render à nova agência R$ 7 milhões anuais - inicialmente, o valor pretendido pelo Estado com a arrecadação dos impostos seria de R$ 30 milhões.
Entidades que representam o agronegócio receberam bem a Adapar porque sabem que ela representa uma maneira de organizar melhor a defesa sanitária do Estado. A expectativa da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento e das lideranças do agronegócio é que o novo órgão cumpra com sucesso a sua meta de tornar o Paraná área livre de aftosa até 2014. Melhorar o controle sanitário é a condição básica para que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) façam esse reconhecimento.
A fiscalização sanitária mais rígida significará um avanço para a economia paranaense, pois ampliará as exportações para países que nunca abriram espaço para os produtos do Paraná e fará subir o valor agregado das carnes bovina, suína e de aves produzidas por aqui.
Ao fazer as contas, os agropecuaristas perceberam que gastar R$ 7 milhões por ano pode compensar, desde que a Adapar consiga realmente tornar o Paraná área livre de aftosa.

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