Curitiba O delegado especial Alexandre Macurin, que preside as investigações sobre a morte do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), disse ontem que depoimentos recebidos da delegacia de Foz do Iguaçu confirmam o nome de Júlio Carlos de Oliveira, 18 anos, como o principal suspeito no assassinato do parlamentar. ''Recebi na sexta-feira à noite vários depoimentos que confirmaram a tese de que a fuga de Júlio Carlos da cadeia de Foz do Iguaçu foi comprada'', confirmou Macurin.

Ao fugir da cadeia Três Lagoas, de Foz, no dia 3 de dezembro, Oliveira teria dito a colegas de cela que iria matar o deputado. Desde então, ele está foragido e é apontado como o principal suspeito pelo assassinato do deputado. Apesar da pouca idade, de acordo com o delegado Macurin, Oliveira tem uma extensa ficha criminal e estava preso por ter matado um traficante de drogas.

Na última sexta-feira a Corregedoria da Polícia Civil enviou uma equipe de investigadores a Cascavel, porque há suspeita do envolvimento de policiais civis no homicídio do deputado. Ontem, a equipe da Corregedoria da Polícia Civil, policiais militares e o delegado responsável pelo caso passaram a manhã reunidos para definir os próximos passos da investigação.

Tiago de Amorim Novaes foi assassinado no dia 18 deste mês, com cinco tiros, em frente à sua residência, no centro de Cascavel. O deputado apresentava programas policiais em uma emissora de tevê e rádio locais.

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