Chuvas intensas, calor e o desleixo da população. O resultado da mistura dos três fatores foi mostrado nesta quinta-feira (1) pela Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, por meio da primeira divulgação do ano do Liraa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti). O Liraa colocou o município em alerta. Segundo a pesquisa, a cidade tem 12,1% de infestação predial pelo mosquito transmissor da dengue. Esse é o segundo maior índice registrado em Londrina. Em 1988, quando o levantamento começou a ser feito, a infestação chegou a 19%. De acordo com o Ministério da Saúde, o índice acima de 3,9% aponta risco de epidemia. Na última pesquisa de 2017, apresentada em novembro, quando foi apontada infestação de 4,3%, a situação já foi considerada preocupante. As autoridades locais de saúde esperavam que o índice seria maior, mas 12% foi uma surpresa bem desagradável. A região com maior índice é o Centro, com 14,06% de infestação. Em seguida vêm as regiões Leste (12,98%), Norte (12,84%), Sul (12,41%) e Oeste (9,44%). Foram inspecionados 9.672 imóveis dos 216.823 existentes no município. O mosquito estava presente em 1.175 deles. Os principais criadouros identificados foram os chamados depósitos móveis, como vasos, pratos e bebedouros de animais (37,9%). O lixo foi o segundo tipo de criadouro mais frequente (36,2%) - locais que não apresentariam tantos problemas se a sociedade fosse consciente de seus deveres de cuidar e limpar da casa e de não jogar lixo em terrenos e ruas. Em janeiro de 2018, foram notificados 351 casos de dengue em Londrina. Um deles foi confirmado, nove foram descartados e o restante continua em andamento. O Aedes aegypti transmite a dengue e outras doenças também graves, como a chikungunya, a zika e a febre amarela, que voltou a assustar o Brasil. O País não pode mais se descuidar em relação ao aumento da circulação do mosquito. A dengue e as outras doenças transmitidas pelo Aedes precisam ser tratadas com seriedade. Acabar com os criadouros do mosquito é uma tarefa que a cada dia se faz mais urgente e importante. É preciso fazer mais contra a dengue.

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