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Londrina

EDITORIAL

m de leitura Atualizado em 28/01/2022, 13:52

Dengue, outro perigo real e imediato

Como a meteorologia está prevendo uma sequência de dias chuvosos na cidade, os cuidados devem ser redobrados

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Folha de Londrina
AUTOR autor do artigo

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Enquanto lidamos com o avanço da ômicron, não podemos nos descuidar da dengue, que surge como um novo/antigo perigo real. Os dados do 1° LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti) de 2022 colocam Londrina em estado de alerta para dengue e outras arboviroses como Chikungunya, Zika e febre amarela. A média em todo o município é de 5.51%, valor bem acima do índice de 1% preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Isto quer dizer que, a cada 100 imóveis inspecionados, cinco tinham foco do mosquito.

Imagem ilustrativa da imagem Dengue, outro perigo real e imediato Imagem ilustrativa da imagem Dengue, outro perigo real e imediato
|  Foto: iStock
 

Como a meteorologia está prevendo uma sequência de dias chuvosos na cidade, os cuidados devem ser redobrados para que essa incidência não aumente ainda mais. É a combinação que o mosquito Aedes Aegypti gosta: calor e água limpa parada. 

Ao todo, os agentes de Endemias vistoriaram cerca de 10 mil domicílios entre os dias 10 e 24 de janeiro. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (27), pela SMS (Secretaria Municipal de Saúde). Nas primeiras semanas de 2022, Londrina já registrou 555 notificações de dengue, com um caso confirmado, 38 descartados e outros 516 seguem em análise. Em 2021, Londrina registrou oito mortes em decorrência da dengue. 

A zona norte é a mais preocupante neste momento. Em seguida aparecem as zonas leste, sul, oeste e central. Segundo os técnicos da prefeitura, os principais criadouros (91%) estão nos quintais das casas, em objetos de desuso, vasos de plantas e água de chuva armazenada. Os outros 9% desses objetos estão dentro das residências. 

Para frear a circulação do mosquito transmissor da dengue, não há outra saída: é preciso manter as residências, comércios, empresas e áreas públicas limpas, sem locais que acumulem água. Os mutirões de limpeza e a colocação das armadilhas para que as fêmeas depositem os ovos devem começar com urgência. 

Todos precisam tomar cuidado. Por isso, são bem-vindas as campanhas de conscientização para sensibilizar pessoas de todas as idades, desde crianças a adultos. Ter o máximo de informações sobre a doença, as formas de combatê-la e os sintomas é importante para que se consiga evitar que os casos se agravem. 

Temos que impedir a presença de mais um agravante nesse cenário pandêmico em que vivemos. Para a Covid-19 e para a dengue, a conscientização sobre os riscos e prevenção é uma grande aliada. 

Obrigado por ler a FOLHA!