Dengue: o pior ano
O Paraná fechou a semana com um recorde dramático. Os números de casos confirmados de dengue superaram todos os índices desde 2001, quando começou a série histórica. Foram 55.260 registros de dengue no Paraná desde agosto do ano passado até ontem, 19 de julho de 2016. O novo boletim sobre a doença foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Até a última terça-feira, 12 de julho, eram 54.606 casos. Antes, o pior período foi entre agosto de 2012 e agosto de 2013, quando 54.716 pessoas tiveram resultado positivo para a doença. A Sesa confirmou também ontem que desde agosto de 2015 já morreram 61 pessoas no Paraná em decorrência de complicações da dengue. Desde a última semana, mais um óbito foi confirmado. A vítima morava em Bela Vista do Paraíso, na região Norte.
Outro número mostra que o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, não está de brincadeira. Mais dois municípios entraram para a lista de cidades com epidemia: Primeiro de Maio, no Norte, e Nova Esperança, no Noroeste, somando-se às outras 85 cidades que já estavam no ranking. A dengue mata e traz prejuízos para o País, que mostra dificuldades no combate para acabar com o mosquito transmissor. Informações da Sesa apontam que no Paraná, cerca de 700 pessoas tiveram sintomas mais graves da dengue e precisaram se afastar por cerca de 15 dias do trabalho. O custo do tratamento de cada paciente custou ao sistema de saúde cerca de 1.500 dólares. Diante desse cenário, vale questionar a decisão da Secretaria Municipal de Saúde de Londrina de não renovar o contrato de 100 agentes de endemias que atuavam principalmente no combate à dengue. Continuam trabalhando 257 profissionais. A justificativa da prefeitura é que o município vive um período de recesso da doença, com poucas novas confirmações. Mas o recorde que acabamos de bater não permite que o Aedes ganhe folga para "trabalhar".





