Dengue e prevenção
Mesmo em um período quente e chuvoso, o índice de infestação do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue) permanece estável com relação a dezembro. No mês passado o percentual apurado foi de 7,9% contra 8%, divulgado esta semana. Mesmo assim, o índice é alto, uma vez que a Organização Mundial de Saúde preconiza 1%. Falta de cuidados e de educação da população, além da ausência de campanhas efetivas são fatores determinantes e que contribuem significativamente para a grande quantidade de casos registrada nos últimos anos.
Importante salientar que a população não pode descuidar. Cuidados e vigilância constante são fundamentais para conter o avanço da doença, que só neste início de ano já matou duas pessoas. Além disso, o Aedes é responsável pela transmissão da febre chikungunya e do vírus zika, relacionado aos casos de microcefalia em bebês que registraram aumento no final do ano passado. Por isso, é importante reforçar a necessidade de campanhas institucionais que reforcem entre a população a necessidade dos cuidados básicos.
A dengue não dá trégua. Balanço do Ministério da Saúde divulgado ontem apontam que o número de casos notificados de dengue chegou a 1,6 milhão no ano passado, período em que o País registrou uma das piores epidemias da doença. É o maior número de casos já registrado em um só ano desde o início da série histórica, em 1990. Até então, a maior epidemia havia sido registrada em 2013.
Os números sugerem que urgentemente é preciso traçar uma estratégia de combate à doença. Ao invés de se investir em prevenção, o governo acaba gastando milhões em cuidados. Além disso, a doença já matou milhares de brasileiros, o que gera prejuízos incalculáveis às famílias. Também parece inadmissível que em 2015 a dengue, uma doença que facilmente pode ser evitada, ainda faça tantas vítimas. É preciso um esforço conjunto para acabar com o mosquito.





