Curitiba - A demora no atendimento da empresa de turismo aos acidentados provocou revolta. A doméstica Vera Lúcia Borges Francisco, 39 anos, reclamou que não tinha dinheiro para voltar para casa, em Londrina, e nem para pagar uma tomografia para o sobrinho.
  Vera estava no ônibus que ia para Guaratuba com o marido, três filhos e um sobrinho. Ela teve ferimentos na perna e na cabeça e foi levada para o Pronto Socorro de Ponta Grossa. O sobrinho, de 15 anos, teve fratura na costela e precisava de uma tomografia, que custa R$ 370, para ser liberado. Uma das filhas de Vera teve que passar por uma cirurgia no braço. Ela está internada em Telêmaco Borba. ‘‘Eu não tenho notícias dela.’’
  A maioria dos passageiros estava cochilando na hora do acidente. ‘‘Eu acordei quando o ônibus começou a cair. A sorte é que ele tombou devagar, senão todos teriam morrido’’, lembrou. A empresa Terra Dourada não quis comentar o acidente.

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