Democratização da comunicação
Quase metade da população brasileira tem acesso à banda larga e Curitiba é a quarta do ranking entre as capitais com maior acesso à web no domicílio. Vitória (ES) está em primeiro lugar, seguida de Florianópolis (SC) e Brasília (DF). Esses dados foram divulgados recentemente pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base nos dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto a capital paranaense tem 71,29% da população conectada, Vitória alcança 80,6%. Analisado separadamente, esses índices são positivos, mas é preciso levar em conta que nos últimos lugares do ranking há uma realidade bastante contrastante: Boa Vista (RR) só tem 0,36% dos habitantes conectados à internet e Macapá (AP), 1,69%.
Ter acesso às tecnologias da informação significa, hoje, maior conhecimento e inclusão social pois a internet é uma ferramenta de educação, de serviços, de informação e de liberdade de expressão. Segundo anúncio do governo federal, o acesso à banda larga no País quase dobrou desde início do ano passado, totalizando mais de 72 milhões de ligações. Até o final de 2012, a previsão é que esse número chegue a 73 milhões e, em 2014, esse número deve atingir 124 milhões. O Brasil é o terceiro maior mercado de computadores do mundo. Porém, apesar do maior número de pessoas conectadas, a ampliação da banda larga tem ocorrido de maneira mais acentuada nos grandes centros urbanos e no Sul e Sudeste.
A região Norte do País e as áreas menos populosas não estão acompanhando a expansão, mesmo com o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL), lançado há dois anos pelo governo federal como uma estratégia para estender o serviço principalmente à população mais carente (a proposta é aumetar a cobertura e cobrar preços mais baixos). A iniciativa do governo deve ser apoiada por todos que buscam a democratização da comunicação, mas ainda é pouco. Em comparação com padrões internacionais, as velocidades que estão sendo oferecidas, de 1Mbps, se quer são consideradas bandas largas, pois não é possível acessar vídeos, redes sociais e fotos. O ideal seria no mínimo 1,5 Mbps. Daí a necessidade de maior investimento, não só do governo federal em melhorar a qualidade da conexão oferecida, mas das empresas privadas, que devem preocupar-se com a qualidade do serviço e preços acessíveis.





