Delegado da PF é acusado de tortura em Paranaguá
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2002
Agência Folha 
Curitiba - O ex-delegado-chefe da Polícia Federal de Paranaguá Ronaldo Pianowski de Moraes, 40 anos, vai responder a processo criminal por denúncia de tortura. O delegado é acusado pelo Ministério Público Federal de ter provocado a morte de Osmar Vicente dos Santos, preso em setembro de 2001, numa cela da PF de Paranaguá, Litoral do Paraná.
Além de Moraes, também foi denunciado o agente federal Renato Pereira Couto. A participação do agente no crime é de omissão diante da tortura. Se condenado, o delegado federal pode receber sentença de até 25 anos de prisão. O delegado não quis comentar a denúncia.
Ele continua trabalhando na delegacia, mas não tem a função de chefe, de acordo com informações da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba. Estou proibido de falar por ordens superiores, afirmou Moraes. O agente Renato Pereira Couto também não quis falar.
Osmar Santos morreu 15 dias depois de ter sido preso em flagrante furtando faróis de carros de um contêiner que arrombara. Horas mais tarde, teria sido torturado durante o interrogatório de Moraes.
Osmar Santos tinha assumido o furto. Agentes da PF e guardas portuários disseram em depoimentos que o delegado desferiu 12 coronhadas de revólver na cabeça do preso, que estava algemado.


