Definições dos vices embala campanhas
Duas importantes definições. No Paraná o bom político Flávio Arns será o vice de Beto Richa na disputa pelo governo do Estado. Chapa puro sangue. Flávio Arns é conhecido dos paranaenses e se sobressai pela ponderação, coerência e integridade.
No âmbito federal, o senador Alvaro Dias - como a FOLHA alertou ontem, neste espaço -, foi preterido e o vice de José Serra será um carioca desconhecido dos paranaenses: Antonio Pedro de Siqueira Indio da Costa, carioca de 39 anos, advogado, especialista em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor de livros sobre gestão pública.
Sobre Indio da Costa pode-se dizer mais: na Câmara dos Deputados, é membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Comissão de Defesa do Consumidor e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Em quatro anos de mandato apresentou 25 projetos de lei, na área da transparência do poder público, direito do consumidor, econômica e penal.
Como vereador no Rio, foi coautor da política de turismo da cidade do Rio de Janeiro. Atuou como secretário municipal de Administração (2001-2006), administrador do Parque do Flamengo (1993/94) e administrador regional de Copacabana/Leme.
A confirmação da candidatura de Osmar Dias para o governo do Paraná, coloca o fim em uma novela, muda totalmente o cenário político no Paraná, muda a estratégia de Beto Richa e resolve um problema do PT: garante um palanque para a candidata Dilma. A indefinição de Osmar vinha se estendendo por vários meses e ficou mais forte desde sexta-feira, quando o nome de seu irmão, senador Alvaro Dias (PSDB), passou a ser cotado para vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB). Como candidato no Paraná, Osmar será um dos principais defensores da candidatura de Dilma no Estado, onde se coligará com PT e PMDB.
Uma coisa é certa: as negociações partidárias expõem as intenções e os pontos fortes e fracos de cada candidatura. E que o cidadão fique atento para os escolhidos como candidatos a vice. Durante as eleições, os vices são praticamente colocados como coadjuvantes, mas podem vir a assumir o poder, como o brasileiro viu e sentiu, após a morte de Trancredo Neves e a ascensão à Presidência de José Sarney.





