Déficit de mais de 6 mil policiais penais
Para a categoria, o problema é resultado da falta de concursos públicos
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
Para a categoria, o problema é resultado da falta de concursos públicos
Folha de Londrina 
O déficit no número de policiais penais no Paraná vem preocupando o Sindarspen (Sindicato dos Policiais Penais do Paraná). Além da falta de profissionais, outro problema apontado pela entidade é que as atribuições destinadas aos servidores vêm crescendo nos últimos anos.
Para a categoria, o problema é resultado da falta de concursos públicos. Já a saída encontrada pelo governo estadual é aumentar o número de postos de trabalho de trabalhadores terceirizados. E isso representa, para a entidade, um desafio para a segurança.
A defasagem, de acordo com os cálculos do Sindarspen, era de 6,4 mil policiais penais em 2019. E o problema pode ter se agravado nos últimos cinco anos. A última contratação de servidores aprovados em concurso foi há mais de uma década.
A informação disponibilizada pela Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública) é que 500 candidatos estão em fase de formação. A presidente Vanderleia Leite aponta que o número é muito pequeno perto do problema do déficit de servidores.
Paralelamente ao problema da falta de policiais penais, a população carcerária quase dobrou nos últimos cinco anos no Paraná. Hoje, 36 mil presos cumprem pena nas penitenciárias e outros 12 mil são monitorados por tornozeleira eletrônica. Um trabalho muito grande para um grupo de profissionais que não tem aumentado de forma a acompanhar a demanda.
A contratação de terceirizados, aponta o sindicato, também torna o trabalho mais suscetível a casos de corrupção. Recentemente, um servidor terceirizado foi detido suspeito de revender celulares e drogas a presos de unidades penitenciárias. Ao todo, foram apreendidos nove aparelhos. E esses telefones seriam usados, com certeza, para comandar o cometimento de crimes a partir das cadeias.
O trabalho de ressocialização de quem cometeu crimes é essencial para o estado e deve ser priorizado. Ele exige investimento e dele depende a segurança pública e a qualidade de vida dos cidadãos.
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