Pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agronomia Luis de Queiroz (instituição vinculada à Universidade de São Paulo), traz uma boa notícia aos brasileiros. O levantamento aponta que os números de abates clandestinos de bovinos não são tão negativos quanto se supunha. Em média, 10% dos abates ocorrem sem nenhum registro de fiscalização sanitária municipal, estadual ou federal. A média paranaense foi de 5,5% dos abates, um dos menores índices apurados do País.
O Estado com maior percentual é Minas Gerais (15,2%), seguido pelo Pará (12,2%). Santa Catarina e Mato Grosso do Sul detêm o menor índice: 4,8%. O percentual é bem inferior aos 25% aprovados pelo mercado. Para chegar ao resultado, foi feita uma estimativa da oferta de animais para abate e a quantidade necessária para atender à demanda nacional por carne. Foram utilizados dados de 2012. Os números foram comparados ao abate oficial, com fiscalização sanitária.
O índice indica que, ao menos, o consumidor tem acesso a um produto de qualidade que, em tese, está em conformidade com os padrões de qualidade. No Paraná, por exemplo, foi criada em 2011 a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) que tem como finalidade estabelecer normas, padrões e procedimentos que determinam a adoção de medidas de prevenção e preservação e contribuem para a sanidade da produção agropecuária. O objetivo é aumentar a competitividade no mercado globalizado.
A sanidade é importante porque, além de garantir ao consumidor um produto em boas condições sanitárias, também abre novos mercados importadores. Há alguns anos, sanções impostas ao Paraná em função de casos de febre aftosa detectados no rebanho paranaense causaram grandes prejuízos econômicos ao Estado. Por isso, investimentos nessa área nunca são desperdiçados.

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