Defender as riquezas nacionais e a soberania
Deve merecer a máxima atenção do Governo, das instituições com poder de decisão e da sociedade o alerta do presidente nacional da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg), Pedro Ernesto Mariano de Azevedo, sobre os riscos a que estão sujeitos os recursos naturais do Brasil e a soberania. Um absurdo descomunal é a possibilidade de ser dada autonomia às nações indígenas, com governo próprio. Porque há um projeto nesse sentido tramitando na Organização das Nações Unidas.
Não é admissível - como ele salienta - que o Brasil se encha de enclaves dessa natureza, quebrando a unidade nacional e propiciando o domínio de interesses estrangeiros, cujos olhos de cobiça estão atentos a este país, tão rico em florestas (que servem também a fins farmacêuticos), minérios, água doce e muita terra. Este brado de despertamento foi feito por Azevedo em entrevista ao jornalista Eli Araújo, na Redação deste Jornal. (Ele viera a Londrina para a celebração dos 40 anos do núcleo local da Adesg).
Uma de suas advertências é sobre a presença em território brasileiro de tantas organizações (as ONGs) estrangeiras, especialmente na Amazônia, e ''e é lógico que elas, mesmo com algum aspecto humanitário, não atuam para o interesse brasileiro'', declara. As reservas indígenas estão sobre regiões riquíssimas em minérios de alto teor, e tudo está por ser explorado. É obvio que isto desperta o olhar interessado das poderosas nações do mundo. Todas essas riquezas, mesmo que inexploradas, já dão status de potência ao Brasil. E deve-se acrescer que o País produz alimentos em grande escala - grãos e carnes - e começa a expandir a produção de biocombustíveis. Um grande desafio é manter a soberania intacta, e esta é tarefa para os brasileiros. Que se descuidarem destes valiosos bens que lhes pertencem, outros lançarão mãos sobre eles. É preciso frear enquanto é tempo a ingerência desses interesses externos. E se os próprios brasileiros permitirem a criação de países indígenas, o território e a nação ficarão fragmentados e mais vulneráveis.
O presidente da Adesg toca num ponto fundamental: a necessidade de fortalecer o Brasil também militarmente. Isto significa dizer da importância das Forças Armadas para defender a soberania e as riquezas nacionais citadas. Porque, se operações de vigilância e policiamento já ocorrem nessas áreas, a região amazônica e as fronteiras estão muito desguarnecidas.
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