Decolagem atrasada
A estrutura aeroportuária brasileira de longe é capaz de suportar o crescimento da demanda por esse tipo de transporte. A afirmação pode ser facilmente constatada por quem viaja de avião. Parte do problema está na dificuldade que os órgãos públicos têm em resolver os inúmeros problemas. Nem mesmo a aproximação de grandes eventos esportivos foi capaz de acelerar o processo. Na outra ponta, sofre o usuário.
No caso de Londrina, além do desconforto em terra, há ainda a falta de um equipamento que auxilia pousos quando as condições de visibilidade são baixas, o Instrument Landing System (ILS). A novela ''está em cartaz'' há anos e ganha novo capítulo, como mostra reportagem especial publicada ontem pela FOLHA.
Um terço dos R$ 27 milhões previstos no orçamento do Estado para desapropriação de imóveis no entorno do terminal deve estar disponível para o município em duas semanas. A verba será usada na desapropriação de 50 imóveis ao sul do terminal. As 94 residências ao norte devem ser desapropriadas até o final de 2012.
Esse é apenas o início do processo. Ano que vem começa a ser feito o projeto de ampliação da pista em 600 metros. Além disso, há previsão de construção de nova pista para taxiamento para só então o sistema ILS ser instalado - o que deve acontecer em no máximo quatro anos.
No Paraná, o que surpreende é a falta de compromisso com esse meio de transporte, vital para um país como o Brasil. O Plano Aeroviário do Estado expirou há dois anos, ainda no governo anterior, sem que tivesse sido renovado. A atual administração está promovendo agora seu processo de atualização.
O documento possibilita a obtenção de recursos do Programa Federal de Auxílios a Aeroportos (PROFAA), cujo objetivo é financiar terminais de interesse estadual. O trabalho nem mesmo começou e já foi constatada a necessidade de quatro novos aeroportos e a ampliação do terminal de Maringá.
Resta saber se teremos de esperar muitos anos ainda para ver todas essas melhorias saírem do papel.





