A decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) impugnar as contratações de universidades estaduais causou surpresa em alguns dirigentes das instituições. A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Pupatto, afirmou que na semana passada esteve no TCE discutindo justamente a regularização desses cargos. Apesar de a decisão do tribunal atingir os contratados nos últimos dois anos, a reitora observa que o problema existe desde 1992, quando houve mudança do regime estatuário para o celetista.
Lygia disse acreditar que a decisão do TCE foi tomada como forma de forçar as universidades a pressionar o governo do Estado a regularizar a situação dos 13.598 funcionários (professores e servidores). ''Não há como rescindir esses contratos. Se a medida for colocada em prática, as universidades terão de fechar suas portas'', comentou. Segundo ela, o governo tem de criar um projeto criando estes cargos.
O vice-presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol), Cesar Cagiano Santos, disse que na semana passada os sindicatos de Londrina e Maringá estiveram reunidos com o líder do governo na Assembléia Legislativa, o deputado Durval Amaral para tratar do assunto. Ele afirma que o deputado se comprometeu a apresentar na primeira quinzena de agosto um projeto na AL criando esses cargos.
O pró-reitor de Graduação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Leônidas Lopes de Camargo, que está respondendo interinamente pela reitoria, disse que não recebeu qualquer informação sobre a decisão do Tribunal de Contas. Ele solicitou à reportagem que o procure no início da semana quando ele terá condições de apresentar a posição da instituição.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Oeste (Sinteoeste), Luiz Fernando Reis, disse que, durante a paralisação que perdurou mais de cinco meses, o comando de greve chegou a discutir com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) a necessidade de se regularizar a situação desses servidores. Ele ressalta que há mais de um ano o Tribunal de Contas já tinha alertado a Seti que não aceitaria mais essa situação. ''Os servidores que passaram em concursos públicos não podem ser penalizados'', observa.

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