SIM
No momento em que estamos retomando o crescimento e saindo de uma crise, podemos afirmar que os novos valores dos pisos não causarão impactos negativos à economia. Para a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), o aumento vai beneficiar a economia. Primeiro - se mais dinheiro cai na roda da economia, maior é o consumo. O que beneficiará, diretamente, o setor produtivo e a indústria. Segundo - se há um consumo maior - , a indústria e os demais setores produzirão mais, o que gerará mais empregos. O trabalhador rural assalariado (formal ou não) dificilmente guarda o seu dinheiro. E isso para a economia é positivo. A Fetaep foi uma das entidades propositoras para a criação de um salário mínimo que contemplasse a realidade do Paraná. No caso dos trabalhadores rurais - quando as partes (laboral e patronal) não conseguem firmar a Convenção Coletiva - é o mínimo regional que fica valendo. E, já quando as partes convencionam, o salário regional ajuda a alavancar os reajustes dos pisos convencionados. Dessa forma, não conseguimos entender como o reajuste do piso regional pode trazer prejuízos à economia.
Ademir Mueller, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep)


NÃO
Nossa entidade não é contrária simplesmente por ser contrária ao reajuste salarial nos níveis que foram propostos. Mas entendo que ele tem que ser concedido dentro de critérios para que, em vez de benefícios, não traga prejuízos à sociedade. É preciso analisar que, mesmo sendo concedido às categorias que não são sindicalizadas, como foi proposto pelo projeto governamental e argumentam seus defensores, um aumento, com esses percentuais, causará uma reação em cadeia desproporcional ao crescimento da economia. Haverá um efeito cascata inclusive para categorias sindicalizadas. Ora, esses percentuais causarão desconforto não apenas para os empresários. Mas, inclusive, para os trabalhadores. Muitos acham que todo aumento é benéfico, mas não entendem que, se os custos das mercadorias são repassados, porque o empresário terá que fazê-lo, os produtos estarão igualmente mais caros. É preciso lembrar também que os empresários brasileiros pagam uma carga tributária absurda. Tudo isto incide sobre os preços dos produtos. É fácil jogar a responsabilidade para os outros. Este não é o caminho, pelo menos no atual estágio da economia.
Avani Slomp Rodrigues, presidente da Associação Comercial do Paraná

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