SIM
O uso de câmara de bronzeamento artificial é prejudicial à saúde da população, pois pode causar câncer de pele, provoca manchas, envelhecimento precoce e reações alérgicas relacionadas à radiação. Estas câmaras emitem principalmente um tipo de radiação chamada UVA, que atinge profundamente a pele, com efeito cumulativo, podendo provocar lesões após um grande período de tempo. Isso significa que a curto prazo as pessoas não percebem os efeitos perigosos da radiação, submetendo-se de maneira aparentemente inofensiva, mas as lesões podem aparecer até anos após a sessões de bronzeamento. Há pouca semanas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição do bronzeamento artificial para fins estéticos no Brasil. A decisão foi baseada em recente estudo divulgado por um órgão vinculado à OMS (Organização Mundial de Saúde), mostrando que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco de desenvolvimento de melanoma, o mais grave câncer de pele, em pessoas que se submetem ao procedimento até os 35 anos de idade. Sabemos que existem fatores genéticos para o câncer sobre os quais não podemos interferir, mas os fatores ambientais e de risco, como o bronzeamento artificial, temos que evitar. Além disso, não existe nenhum benefício que justifique a manutenção no mercado de um produto que comprovadamente cause câncer. Devemos lembrar que a pele bronzeada não é saudável, mas sim resultado da agressão da radiação do sol.
Andrei Nonino, dermatologista


NÃO
A proibição não é correta. O problema que existe hoje no País é a falta de estrutura adequada dos órgãos governamentais para fiscalizar as clínicas que oferecem o serviço para que não ocorram abusos e riscos para os clientes. É verdade que muitos não trabalham de maneira adequada, mas o certo é fiscalizar a atuação dos profissionais e punir aqueles que não seguem as normas. Portanto a saída é que o governo, em vez de simplesmente optar pela solução mais cômoda, que é proibir o uso das câmaras de bronzeamento, trabalhasse para melhorar a infraestrutura necessária para fiscalizar os profissionais. Hoje, os empresários que não se preocupam com a saúde dos clientes não dão manutenção adequada aos equipamentos para economizar. Estes devem ser punidos. Com a proibição completa, os bons pagam pelos maus. Quanto aos riscos de desenvolvimento de doenças como o câncer de pele devido ao uso inadequado, acredito que o problema é a falta de limites. O risco existe, mas da mesma forma que existe quando a pessoa se expõe ao sol em demasia e sem a devida proteção. Por isso, espero que a decisão da Anvisa seja revertida, uma vez que em países desenvolvidos, como em Portugal, por exemplo, o uso é permitido. A diferença é que a fiscalização lá é efetiva.
Regina de Nóbile, esteticista

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