SIM

Diariamente a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) recebe pedidos de instalação de redutores de velocidade nas ruas e avenidas nos mais diversos bairros da cidade. Isso pode ser facilmente comprovado por qualquer cidadão. Basta acompanhar os noticiários locais.

Os pedidos feitos pelos cidadãos são baseados na realidade vivida por eles e, diante do número de acidentes ocorridos e divulgados pelos meios de comunicação, recebem credibilidade do poder público.

Podemos afirmar que os acidentes, principalmente os graves, estão diretamente ligados à velocidade. Devido a ela, os condutores dos veículos, ao detectarem a possibilidade de se envolverem em um acidente, não têm mais tempo de frear ou realizar uma manobra segura para evitar a colisão ou o atropelamento.

Segundo a Companhia de Trânsito (Ciatran), do 5º Batalhão de Polícia Militar, de janeiro a outubro de 2009 foram registrados nas ruas de Londrina 4.678 acidentes, que resultaram em 2.264 feridos e 49 vítimas fatais.

Diante da realidade em que vive o londrinense, a fiscalização para coibir o excesso de velocidade através do uso de aparelhos radares é fundamental para a diminuição de acidentes e, consequentemente, do número de vítimas.

Major Sérgio Dalbem, diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização

NÃO

Sou contrário porque acho que os radares não vão estar nos locais de maior necessidade, como as avenidas Dez de Dezembro, Tiradentes e Higienópolis, que são áreas com grande índice de acidentes. Acredito que esses radares vão punir mais os trabalhadores, as pessoas que transitam durante o dia.

Os radares irão fiscalizar os motociclistas, que são os mais envolvidos em acidentes? Irão fiscalizar, durante o período noturno, quando os jovens vão para a balada, bebem e depois saem em alta velocidade, também causando muitos acidentes? Onde estão os bafômetros da ''Lei Seca''? Já que não temos contingente para atender toda a demanda, como vamos usar esses radares?

O essencial é a educação. O ideal é que este dinheiro seja investido na educação de crianças e jovens. Poderia ser investido, por exemplo, na escolinha de trânsito. As crianças hoje vão apenas uma vez lá, em oito anos. Isso é suficiente?

Claro que cabe aos pais continuar essa educação no dia a dia, mas a presença da escola é fundamental. Outra idade bem problemática é a partir dos 14, 15 anos. Todos que têm filhos adolescentes sabem que nessa fase eles começam a querer dirigir. Uma educação neste sentido seria fundamental.

Acredito que o investimento desses recursos na educação tem muito mais sentido do que a punição de motoristas.

Adilson Valero Moreira, presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina


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