SIM
A busca da verdade sempre será a meta de um juiz. E nessa busca se inclui a videoconferência. Acredito que, se utilizada com cautela, a tecnologia só tende a ajudar. Um exemplo são os presos que representam grande perigo para a sociedade, como Fernandinho Beira-Mar e tantos outros que fazem fortuna com o vício alheio, verdadeiros reis do tráfico de drogas. Transportar essas criaturas gera um custo absurdo, um aparato pesado e um risco dispensável. Por que não tomar depoimentos por videoconferência? Nesse caso a tecnologia só age a favor do bem-estar da população.
Karina Melo, advogada


NÃO
É inadmissível que réu e juiz não tenham contato. Em muitos casos, sem o contato físico e a proximidade, o réu perderia uma boa chance de argumentar, de mostrar suas fraquezas e qualidades. Uma vez sendo inocente, não estaria sentenciado por antecipação? Pode até ser que não, mas que esse contato real, sem a frieza de uma videoconferência, certamente permitiria a ambos os lados uma maior proximidade, de forma a um julgamento justo de cada caso, disso não restam dúvidas. Em muitos casos a tecnologia ajuda, mas, em se tratando de uma relação tão complexa e cheia de detalhes, ela é dispensável.
Arthur A. D. Oliveira, estudante de Direito

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