SIM
Concordo que haja a dedução no Imposto de Renda das doações do dízimo. Se nós ainda soubéssemos para onde vai o dinheiro arrecadado nos impostos, tudo bem. Mas o grande problema é que não sabemos. A CPMF mesmo, era para ser destinada à saúde e todos nós podemos ver em que situação que estão os hospitais e postos de saúde, a falta de investimento, as filas enormes, a falta de leitos. As doações das igrejas em geral são para obras sociais, creches, programas educativos e profissionalizantes, que deveriam ser feitas pelo Governo. Como ele não assume, a sociedade tem que assumir. Então, nada mais justo que possamos abater isso do Imposto de Renda, já que esse investimento saiu dos nossos bolsos.
Ítalo Cianca, comerciante


NÃO
A mistura de estado e religião nunca trouxe bons frutos na história da humanidade. Numa época em que se multiplicam pseudo-religiosos, não é de boa-fé se pensar em tal benefício. As criativas mentes brasileiras não tardariam criar mecanismos de sonegação, e em contrapartida, aumentar a voracidade do Estado em relação a arrecadação e embasado em argumentos concretos. Deus existe sem o Estado, isso é certo até mesmo para um ateu. Então o Estado precisa criar mecanismos que desonerem o cidadão de tantos impostos de outra forma. Creio que seja no mínimo suspeita a criação de tal benefício. E não é preciso ser um engenheiro tributário para perceber a mácula por trás deste projeto.
Rodrigo Tavares de Lima, estudante

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