DEBATE
SIM
Sou absolutamente a favor. Cada um tem o livre arbítrio de poder escolher o caminho que quer seguir. Todos têm o direito de se sentir bem com o próprio corpo. Seja mudando de sexo ou fazendo qualquer outra cirurgia plástica, o importante é se gostar. Se houver um acompanhamento psicológico a quem se submete à cirurgia, melhor ainda. Além disso, não cabe o argumento de que o procedimento vai onerar o SUS com algo que não é prioridade. A demanda no País seria de cerca de mil casos apenas. Estas mil pessoas pagam imposto como quaisquer outras no Brasil, e também possuem direito ao serviço público de saúde para atender seus interesses. Não podemos dar mais espaço para preconceito.
Jonas Eduardo Mendes, funcionário público
NÃO
Vivemos um período crítico na saúde pública brasileira, e a principal explicação para isso, segundo o próprio governo, é a falta de recursos para o setor. Tanto que estão tentando recriar a CPMF com o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS). Se não há recursos para dar conta de atendimentos prioritários, se temos gente morrendo nas filas, como haverá recursos para atender quem deseja fazer uma cirurgia de mudança de sexo? É uma questão de lógica e de prioridades. Não sou contra a oferta do serviço pelo SUS, desde que as outras áreas mais urgentes sejam atendidas de forma correta, sem filas, sem sofrimento. Quando a saúde pública no Brasil alcançar status de primeiro mundo, sem problemas.
Bianca Girardi, estudante





