DEBATE
SIM
O governo precisava adotar alguma medida para tentar reduzir o déficit da Previdência pública, que passa dos R$ 100 milhões. Um estudo recente mostrou que funcionários públicos custam mais caro para a Previdência do que os privados, mesmo sendo em número bem menor. Para citar como exemplo, um desembargador chega a se aposentar com salário superior a R$ 20 mil. Só acho uma pena que essas novas regras passem a valer apenas para os funcionários que ingressarem no serviço público a partir de 2010, data prevista pelo governo para iniciar as mudanças. A regra de cálculo de contribuição para os funcionários atuais continuará a mesma, sem perdas. No entanto, já é um avanço. A longo prazo, teremos uma melhoria significativa nas contas da Previdência.
Eduardo Gomes, professor
NÃO
Em um primeiro momento nos parece uma boa alternativa, mas temos que analisar certas nuances. O servidor público contribui para a Previdência Social de um percentual sobre o total de seus vencimentos, ao passo que o funcionário da iniciativa privada que contribui pelo regime geral da Previdência Social possui um teto. Ou seja, a contribuição do funcionário da iniciativa privada é limitada a um determinado valor. Quem ganha acima do teto não contribui pelo total, mas sim pelo limite estabelecido no teto. Diante desta situação, equiparar o regime de Previdência do servidor público e o funcionário da iniciativa privada, sem antes igualar também a contribuição dos mesmos, o que por certo diminuiria a arrecadação, seria uma medida equivocada.
Edgar Fukuda, servidor público





