O velocista sul-africano que usa prótese nas pernas deve disputar vaga nas Olimpíadas para competir com atletas sem deficiência?


SIM
Considero válida a participação do atleta Óscar Pistorius nas Olimpíadas de Pequim, desde que seja comprovado que ele não leva vantagem sobre os outros competidores por conta das próteses que utiliza. Hoje, a tecnologia está a serviço das diversas esferas da sociedade e, no esporte de alto rendimento, a situação não se difere. No caso de comprovadas as condições igualitárias, o atleta sul-africano não participar seria uma forma de discriminação das mais claras. Em pleno século XXI, vetar alguém por essa razão seria a manifestação do preconceito em sua forma mais pura. Como bem sabemos, não devemos cultivar nenhum tipo de discriminação, um atraso para a sociedade contemporânea.
Amorita Corrêa Raphael, publicitária

NÃO
A participação do atleta sul-africano que tem as duas pernas amputadas não deveria ser permitida. É um paradoxo: ele estaria competindo em condições igualitárias? Ou então, dariam as próteses mais impulso a ele, perante os demais? No momento em que tanto limitação quanto tecnologia são postas como vilãs e aliadas, a dúvida já deveria servir de afirmação para o atleta disputar as Paraolimpíadas. Importante ressaltar que, nesse caso, não se trata de preconceito e sim de prevenção. Para que expor um atleta a tantas opiniões, se os jogos paraolímpicos podem perfeitamente colocá-lo na berlinda de maneira muito mais positiva? O exemplo de superação e vitória de Pistorius é perfeitamente aplicável à disputa paraolímpica.
Ruth de Marques Ávila, empresária

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