SIM
Sou totalmente favorável ao projeto, que vai tornar os produtos da cena musical muito mais baratos e acessíveis, sendo ferramenta eficaz no combate à pirataria. Uma pessoa que ganha um salário mínimo não tem condições de pagar R$ 40 em um DVD original. O preço que as lojas cobram por lançamentos é daí para cima. Enquanto isso, você vai a uma banca de camelô e pode comprar cinco DVDs piratas por R$ 5. Se as gravadoras ficarem isentas de impostos, precisarão reduzir signficativamente o preço dos CDs e DVDs, aí todo mundo vai preferir o material original, que tem detalhes como encartes muito bem elaborados, discografia do artista e ficha técnica de todos que participaram da gravação, valorizando quem trabalha e vive da música.
José Roberto Tófano Júnior, produtor musical

NÃO
Acredito que a isenção sobre este tipo de produto é uma atitude radical demais, afinal de contas todo mundo paga imposto nesse País e não seria justo beneficiar apenas uma classe da sociedade. Reduzir a carga tributária sobre este tipo de produto já seria uma atitude suficiente para baixar os preços e facilitar o acesso para o consumidor final. CDs e DVDs, além de outros produtos culturais, não estão na lista de prioridades do brasileiro, porque o acesso ainda é muito caro. Reduzir impostos também facilita o surgimento de novos talentos. Mas precisamos ser justos e não querer benefícios somente para a cultura, e sim uma reforma tributária que facilite as coisas para a sociedade como um todo.
Jobe Edmundo Ferreira, músico

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