SIM
Em uma sala de alunos que se empenham mais, se dedicam mais, tem maior acompanhamento familiar, os resultados surtem melhores efeitos. Muitos bons alunos são prejudicados pelo fato dos conteúdos ficarem travados em decorrência da dificuldade de pelo menos um terço da sala. Diante disso, seria interessante fazer uma seleção no início do ano para identificar estudantes que tenham um perfil diferenciado, com maior capacidade de aprendizado. É uma forma de valorizar o bom aluno, e motivar os considerados ''médios'' a seguirem o modelo dos bons. Não se pode entender isso como uma exclusão dos demais alunos, até porque a ''mistura'' provoca constrangimentos, já que os bons estudantes são taxados de CDFs, como se inteligência fosse defeito.
Marcos Régis Matheus, professor

NÃO
Alguns alunos podem demonstrar grande habilidade em determinada área e nenhuma ou pouca habilidade em outra. A heterogeneidade na sala de aula cria oportunidade de aprendizagem e troca de experiências. Por isso cabe ao professor apresentar condições para que os alunos com bom desempenho não percam a motivação intrínseca, preparando aulas com conteúdos interessantes. Acredito que a sala cresce muito mais quando há troca de informações entre os alunos. Cada um com seu potencial acaba aprendendo a lidar com as diferenças, e isso sem dúvida traz uma riqueza muito maior ao processo de educação. Em uma sala igual, criaria um padrão em que os alunos não se ajudariam. E ninguém sabe tudo. O que falta para um é onde o outro pode colaborar.
Magali Rocha Soler, professora

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