DEBATE
SIM
É um dever moral. Quem estuda em escola pública deveria ser da classe mais pobre, que não tem condições de pagar faculdade particular, mas na prática não é o que se vê. Temos um número elevado de médicos em grandes centros urbanos e reduzido nos pequenos municípios. Defendo que se faça uma pesquisa antes de começar a estudar em uma universidade pública. Ou o estudante se compromete a ir até municípios onde existe carência de profissionais, ou troca-se o aluno por outro que aceite a proposta e devolva para a sociedade os benefícios que teve por estudar em uma instituição paga pelo governo. O que não pode é continuar como está: os mais pobres ralando para estudar nas particulares e o rico desfrutando das gratuitas, sem devolver ao povo que paga imposto.
Antonio Soberano, médico
NÃO
Discordo deste projeto, porque o estudante recém-formado não pode ser obrigado a prestar serviços, mas sim ter a livre escolha do que fazer após terminar a faculdade. O correto é a universidade pública incentivar o aluno a prestar serviços à comunidade enquanto ele está estudando, promovendo mutirões de atendimentos gratuitos, palestras e outros eventos. Além disso, os próprios estágios e residências são formas de conciliar aprendizado e ajuda à comunidade. Depois de formado, o estudante da saúde deve ter todo o direito de querer continuar estudando para prestar concursos públicos, trabalhar em clínicas e hospitais, ou até abrir seu próprio consultório. Forçá-lo a prestar serviços gratuitamente e a contragosto pode ter consequências desastrosas.
Felipe Brandão, estudante





