DEBATE
SIM
A característica fundamental de um padre é ser conhecido como homem de Deus, não como político. Ele, portanto, deve cuidar das coisas de Deus e os leigos das coisas dos homens. O sacerdote que se torna político terá o coração dividido, pois assumiu o compromisso de dedicar sua vida à igreja e enquanto político também deveria se dedicar à sociedade por ser um representante do povo. Fica muito complicado para o padre conciliar o trabalho pastoral e a vida pública. Deve-se também lembrar que o padre é um homem, tem suas qualidades e seus defeitos, portanto, não conseguiria se diferenciar dos demais. Não podemos ainda dizer que todos os ''políticos-padres'' seriam honestos, por isso concordo com a decisão tomada pelo arcebispo.
Dennys Souza dos Reis, estudante
NÃO
Padres são representantes da sociedade, assim como médicos, engenheiros, jornalistas. Sendo assim, não podem ser proibidos de participar da vida política do País. Não vejo problema nenhum padres concorrerem a vereador, prefeito. A grande maioria dos políticos tem atividade paralela, exerce outra profissão ou comanda alguma empresa, então o fato do sacerdote também ter de se dedicar às atividades da Igreja não serve de argumento. Ele pode perfeitamente conciliar as duas coisas, aproveitando inclusive o contato com os fiéis para identificar os problemas da comunidade e, diante do cargo de representante do povo, tomar atitudes para resolvê-los. Seria uma grande oportunidade de tentar moralizar a sujeira que estamos vendo por aí.
Douglas Carvalho, técnico em informática





