SIM
Sou favorável à proibição ou qualquer idéia que possa regulamentar a entrada de portadores de HIV ou outra doença que atrapalhe o funcionamento do nosso sistema de saúde. Como o Brasil desenvolveu um dos melhores programas do mundo com relação ao combate à AIDS e isso foi amplamente divulgado, é natural que estrangeiros queiram vir para cá se tratar e aproveitar isso, já que são poucos países que fornecem o coquetel de medicamentos de combate ao vírus. Não é questão de ser preconceituoso, mas do jeito que se encontra a saúde pública do nosso País, não temos condições de abrigar portadores do HIV estrangeiros. Basta ver se qualquer outra nação vai querer bancar a recuperação de um brasileiro. Não é discriminação, mas uma proteção à política de saúde pública.
Ernesto Teixeira, comerciante

NÃO
Sou totalmente contra esta proposta, porque desta forma você acaba excluindo um ser humano do convívio dos demais, diminuindo consideravelmente a auto-estima dele. Basta perguntar a qualquer um: você se sentiria feliz em uma situação como essa? Ser excluído e não ter o direito de entrar em outro País por sua condição de saúde é forma grave de preconceito. Não nego que é necessário se precaver sobre os riscos da AIDS, mas bloquear a entrada de um indivíduo é querer viver em uma bolha de ar. As pessoas que saem de seus países não têm obrigação de dizer ao governo se tem essa ou aquela doença, pois isto seria um afronte ao direito à individualidade. Em vez de se preocupar em barrar portadores do HIV, deveriam ficar mais atentos a bandidos e terroristas.
Viviane Ponte, administradora

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