SIM
Se essa lei for realmente criada e aprovada, será a chance de milhões de casais de adotarem e criarem aqueles que forem ignorados pelas mães, se é que merecem serem chamadas desse nome tão sublime. Assim será tudo desburocratizado, não será necessário fazer a destituição de pátrio poder e não haverá arrependimento por parte da pessoa geradora do ser vivo. Certamente não veremos mais tantas crianças nos abrigos nem nas ruas mendingando, pois na maioria das vezes as mães não deixam seus filhos para adoção por vergonha. Elas temem o que os outros irão dizer, e não acreditam que é muito melhor deixá-los para serem adotados por estranhos do que viverem sofrendo e passando por privações, fome, humilhações e acabarem caindo no mundo das drogas e do crime.
Maria Inez Lauber, comerciante

NÃO
Não podemos pensar apenas nos interesses da mãe e esquecer do recém-nascido. Com o parto anônimo, a mãe não será identificada, proibindo o filho de, no futuro, conhecer suas origens. Quem perde a identidade no final das contas é a criança. Um outro problema grave envolve a questão de sa© úde, já que muitos estudos apontam caráter genético como gerador de doenças, e isso poderia prejudicar a prevenção. Existe ainda a questão de transplante de órgãos, que pode salvar uma vida com a doação de alguém da família. Por isso sou totalmente contra manter o anonimato da mãe, já que traria muitas consequências ruins no futuro. A pessoa tem todo o direito de saber de onde veio, por mais que sofra sabendo que foi rejeitado pela mãe após o parto. Exlcuir esta informação dos registros de nascimento, na minha opinião, é muito pior.
Ana Maria Batista, professora

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