SIM
Acredito que sim, porque temos profissionais de vários setores de trabalho que se formaram em outros países, e no entanto desenvolvem brilhantes carreiras. Como vivemos na era da globalização, não se deve levar em conta a instituição de ensino, estado ou país que a pessoa se forma, mas sim a capacidade e competência que ela tem para executar determinada função. Isso vale para a área médica como para qualquer profissão. É claro que o governo também não deve sair por aí aceitando qualquer diploma, sem critérios. Antes de ser aceito no mercado de trabalho nacional e registrado devidamente no conselho de sua profissão, a pessoa deve passar por uma avaliação criteriosa para que possa ser atestada sua capacidade, assim como é feito nos cursos superiores daqui.
Geraldo Luciano Ferreira, professor

NÃO
É muito complicado aceitar profissionais de fora, ainda mais em uma área tão séria como a Medicina, que lida diretamente com a vida das pessoas. Não é raro ver estudante que não consegue passar nos vestibulares pelo Brasil e acaba optando por estudar Medicina em países como a Bolívia, por exemplo. Quando ele se forma, não dá para o governo brasileiro e os Conselhos de Medicina saberem em quais condições ele adquiriu essa formação, porque as formas de avaliação de outro país podem ser muito diferente da nossa. Somente quando se depara com algum erro médico será possível fazer esta constatação. Aí é tarde. Tem um ditado que diz que não é a faculdade que faz o aluno, mas sim o aluno que faz a faculdade. No entanto, quando o assunto é saúde pública, todo cuidado é pouco.
Jonas Pereira, comerciante

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