SIM
É preciso desmistificar um pouco essa questão do trote. O aluno passa horas e horas estudando para conseguir vencer a concorrência de um vestibular e, quando consegue ser aprovado, tem todo direito de comemorar. É claro que não podemos admitir que chegue a um limite extremo, como aconteceu com aquele estudante de Medicina da USP encontrado morto na piscina do campus após um trote. Mas também não pode proibir o calouro de festejar a aprovação com amigos e familiares. A sujeira com ovos e farinha já faz parte de uma tradição, e não há nada demais nisso, tanto que dificilmente vemos alguém que se recusa a passar pelo trote. Sem falar que existem outras maneiras saudáveis de trote, como a doação de sangue e outras atividades solidárias.
Júnior Almeida, estudante


NÃO
Apesar da proibição de determinados trotes violentos nas universidades, eles não deixam de acontecer. Calouros que acabam de sentir na pele a alegria de ter passado no vestibular muitas vezes têm de encarar o famoso trote para conseguir se integrar aos novos amigos. Isso, infelizmente, pode deixar lembranças dolorosas nos estudantes. Até hoje só são observadas desvantagens com a prática desses trotes. Por isso, faz-se necessária uma maior conscientização das entidades de ensino superior juntamente com os estudantes veteranos para tratarem o ‘‘bixo’’ como gente, e não simplesemente como bicho. Deve ser estimulado o trote cultural, solidário, mostrando para o estudante, desde a entrada na universidade, que ele deve sempre fazer o bem.
Jessica Artico, estudante

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