SIM
O governo teria mais sucesso em sua pretensão se mudasse a natureza do tributo, dando a ele uma característica de imposto definitivo. Isso permitiria o repasse aos Estados e municípios, eliminado a queixa geral de que os recursos arrecadados ficavam concentrados apenas nos cofres na União. Ainda acho que a alíquota poderia ser um pouco menor, entre 0,10% e 0,15%. O governo também deveria propor uma permuta na carga tributária, ou seja, criando um Imposto de Controle de Movimentação Financeira que pudesse ter como benefício a redução proporcional de algum outro, como o Imposto por Produtos Industrializados (IPI). Desta forma, poderia congelar a alíquota e destinar o recurso para as áreas mais necessárias, como saúde e educação.
Luiz Carlos Malinowski, funcionário público

NÃO
Sou contra esta medida, porque a CPMF representa o imposto da incompetência administrativa da máquina governamental. Não existe uma política orçamentária capaz de controlar entradas e débitos, e o governo está atrelado a uma política onde, para se ter apoio, é necessário aumentar os atributos à base congressista. É incontável o número de reformas propostas, mas nenhuma delas com aplicação efetiva, que dê resultados. O impostódromo é o espelho mais triste da nossa sociedade. Aceitar estes abusos por parte do governo é sermos coniventes com a incompetência. Estamos perdendo nossa liberdade, nossa saúde e nossa dignidade. Se não recebemos em troca as condições ideais de vida que o governo deve nos oferecer, para que vamos continuar pagando estes impostos?
Nilton César Santiago, médico

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